Fernão Pires no Tejo: a casta portuguesa que ajuda a definir os brancos da região

Capítulo 2. Da identidade regional à expressão de um produtor do Tejo

Na Quinta do Casal Monteiro, Fernão Pires e Arinto fazem parte das castas portuguesas cultivadas na propriedade no Tejo. A produção utiliza uvas provenientes dos próprios vinhedos, num contexto em que variedades nacionais e internacionais integram o trabalho vitícola da propriedade.

A gestão dos vinhedos segue os princípios da Produção Integrada (PRODI), um sistema que procura gerir racionalmente os fatores de produção e reduzir ou melhorar a utilização de inputs, incluindo produtos fitofarmacêuticos e fertilizantes. A propriedade possui também certificação Sustainable Winegrowing e certificação ISO 22000 para o sistema de gestão de segurança alimentar.

Esse contexto permite ligar o conhecimento da casta ao modo como ela é trabalhada na prática. Para um produtor orientado a mercados internacionais, a identidade portuguesa pode ser apresentada não apenas através do nome da variedade, mas por meio de elementos verificáveis: origem no Tejo, composição do vinho, método de vinificação, certificações e recomendações gastronômicas claras.

Fernão Pires oferece precisamente esse ponto de encontro. É uma variedade fortemente associada ao Tejo, mas capaz de produzir um estilo que pode ser explicado de forma direta a consumidores, profissionais de restauração e compradores internacionais.

Descubra como uma casta regional e uma acidez bem definida podem se encontrar em um branco de perfil claro, gastronômico e contemporâneo.

Vinho em Destaque — Quinta do Casal Monteiro, Arinto & Fernão Pires

O Quinta do Casal Monteiro, Arinto & Fernão Pires 2025 é um DOC Tejo produzido exclusivamente com uvas da propriedade, numa composição de 85% Fernão Pires e 15% Arinto. O vinho apresenta aromas de cítricos e frutas brancas de caroço, acompanhados por delicadas nuances florais. Em boca, combina acidez vibrante, textura arredondada e persistência.

Na vinificação, as uvas são totalmente desengaçadas e prensadas suavemente em prensa pneumática. O mosto é clarificado por flotação antes da fermentação alcoólica em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada a 16°C, numa abordagem direcionada à preservação do frescor, da pureza aromática e do caráter frutado das duas castas.

Fernão Pires no Tejo: a casta portuguesa que ajuda a definir os brancos da região - Capitulo 2

À mesa, as sugestões incluem peixe branco grelhado ou preparado na frigideira, bacalhau, robalo, camarões, mexilhões, sushi, saladas, massas leves e queijos de cabra ou queijos jovens e cremosos. Para o mercado brasileiro, é uma forma direta de apresentar Fernão Pires através de três elementos fáceis de comunicar: identidade portuguesa, frescor e versatilidade gastronômica.